Justiça de MG rejeita obstáculos da Vale e garante a continuidade do Novo Auxílio Emergencial (NAE)

Decisão do Judiciário de Minas Gerais garante pagamentos do NAE, rejeita exigência de caução e homologa continuidade da FGV na gestão do benefício.

Em decisão proferida no dia 1º de julho de 2026, o Juiz Murilo Sílvio de Abreu, do Núcleo de Justiça 4.0 de Belo Horizonte, garantiu a manutenção dos pagamentos do Novo Auxílio Emergencial (NAE) às pessoas atingidas pelo rompimento da barragem em Brumadinho. A decisão barrou uma tentativa da mineradora Vale S/A de condicionar os pagamentos à prestação de uma garantia financeira (caução) e definiu as regras para a operação do auxílio nos próximos 12 meses.

Rejeição da Caução: Proteção ao Caráter Alimentar

A Vale havia solicitado que as associações que representam os atingidos, ou o Município de Brumadinho, apresentassem uma caução (garantia em dinheiro) para que os depósitos mensais continuassem. O magistrado rejeitou o pedido, destacando que:

FGV segue na operação com melhorias no atendimento

A Justiça também homologou a proposta da Fundação Getúlio Vargas (FGV) para continuar a gestão do NAE por mais um ano. A nova fase da operação prevê melhorias significativas solicitadas pelo Juízo para facilitar a vida dos beneficiários:

  1. Portal do NAE: Criação de um site exclusivo onde os atingidos poderão consultar informações sobre o benefício.
  2. Consulta de Extrato: Funcionalidade para verificar datas e valores efetivamente recebidos.
  3. Atendimento Itinerante: Realização de pelo menos uma visita mensal de atendimento presencial em cada localidade atingida.
  4. Canais Remotos: Reforço na equipe de telefone e e-mail, com limite máximo de espera telefônica de 10 minutos.

Prazos e Determinações para a Vale

Para evitar atrasos que comprometeriam o sustento das famílias, o juiz negou o pedido de audiência de conciliação, citando a estratégia de “litigância intensa e resistente” da mineradora. Foram estabelecidos os seguintes prazos para a Vale:

O IBGP, enquanto Assessoria Técnica Independente (ATI), continuará acompanhando o cumprimento desta decisão para garantir que os direitos das pessoas atingidas sejam respeitados e que o auxílio chegue de forma ágil e transparente a quem precisa.

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